Chave para Inovação

“Para inovar, uma empresa necessita criar um ambiente certo, uma cultura certa para inspirar as pessoas e potencializar suas mentes. ” [Charles Bezerra]

Há alguns bilhões de anos uma sopa química deu origem a vida em nosso planeta. Antigas formas de vida foram ficando mais e mais sofisticadas por meio de três simples mecanismos (mutação, cruzamento e seleção), fantasticamente explicados por Darwin, em 1859. Alguns organismos começaram a desenvolver estruturas neurais, capacidade de se comunicar e de criar ferramentas. Desenvolvemos a capacidade do design, de criar o novo, também criamos a arte, a ciência e a tecnologia, com a qual dominamos todas as outras formas de vida. Com a capacidade de criar aceleramos ainda mais o processo e ganhamos escala.

Mudamos tudo a nossa volta e criamos um modelo de vida além do que os recursos do planeta seriam capazes de sustentar. Alguém poderia dizer: É porque somos muitos, mas será que é por isto mesmo? Se compararmos a biomassa humana com a biomassa das formigas, por exemplo, as formigas pesam de três a quatro vezes mais que nós. Seria o equivalente a ter 30 bilhões de pessoas no planeta atualmente. Também, alguém poderia dizer: “É porque não tem dinheiro para todo mundo!”, mas será que é falta de dinheiro? Lembro-me do Ted Turner, criador da CNN, dizer que os trilhões de dólares gastos na guerra-fria seriam suficientes para todo ser humano viver no paraíso material, ou seja, não é porque somos muitos ou porque não temos dinheiro, mas sim pelo modelo de vida que escolhemos.

Podemos pensar a tecnologia, a comunicação e a competição do mundo atual como partes de um processo similar aos usados na seleção natural. A tecnologia atua como um mecanismo de mutação e constantemente gera novas possibilidades. A comunicação e a conectividade permitem a combinação de ideias equivalente a um mecanismo de cruzamento. E, por fim, a competição dos mercados atua como um grande processo de seleção, decidindo o que sobrevive e passa para a próxima geração. Uma dinâmica capaz de nos manter em constante revolução e de criar toda essa diversidade de ideias, produtos, serviços e experiências que estamos presenciando.

Darwin nunca disse que era o mais forte ou o mais inteligente que sobrevive, o que ele nos disse foi: “Quem sobrevive é quem está mais preparado para mudanças, ou seja, o mais adaptável. Em um mundo de extrema competição como o que estamos vivendo, pessoas e organizações precisam aprender a se adaptar, cada vez mais rápido.

O que determina o sucesso de uma organização é a capacidade de atrair a atenção dos consumidores para as suas ideias, produtos ou serviços. E, para isso, é preciso se diferenciar. A essência da inovação é a busca pela diferenciação. A tentativa de deixar o cardume e buscar uma nova alternativa. Algo que, até então, não acontece na tecnologia ou em qualquer outro lugar, mas exclusivamente em nossas mentes. Uma capacidade que não dá para ser percebida pelo exterior. Não importa a idade, a origem, o sexo ou a cor da gravata, mas envolve a capacidade de navegar no problema sem se perder; modelar o todo e as partes, fazer as perguntas certas, nas horas certas; vencer aparentes contradições; manter a mente de criança; arriscar; e, assim, criar e contar uma nova história.

Conhecimento é a chave para abrir as portas da inovação e está diretamente ligado com a qualidade de nossas fontes e o treinamento intelectual que nos colocamos. Se procurarmos ideias radicalmente diferentes, nossa perspectiva precisa ser radicalmente diferente. Richard Feynman, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 1965, costumava dizer que se colocava no lugar de marcianos para se perguntar: “O que eles iriam achar se encontrassem tal problema?”

Para inovar, uma empresa necessita criar um ambiente certo, uma cultura certa para inspirar as pessoas e potencializar suas mentes a atingir todo seu potencial. Não adianta comprar máquinas, processos, sistemas e não trabalhar o indivíduo. Trata-se da tarefa mais importante para os líderes de hoje. Em inovação não existem fórmulas. Antes de criar as inovações, precisamos criar os inovadores.

*Charles Bezerra (Diretor-executivo do Gad’Innovation. Possui Ph.D. em Design pelo Illinois Institute of Technology e trabalhou como consultor de inovação em vários projetos internacionais. Foi gerente de design para América Latina da Motorola e ganhou o prêmio de ouro no IDEA 08. Também é autor do livro O designer humilde: lógica e ética para inovação).

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Inovação na sala de aula: Como a inovação de ruptura muda a forma de aprender

De Clayton Christensen, Michael Horn e Curtis Johnson. Porto Alegre: Artmed, 2009, 240 p. 

O novo modelo de ensino e aprendizagem deve ter como foco principal a motivação dos alunos, que segundo os autores é o principal ingrediente da inovação de sucesso.

O livro Inovação na sala de aula: como a inovação de ruptura muda a forma de aprender apresenta um panorama sobre a história da educação nos Estados Unidos, com foco no modelo de ensino aprendizagem das escolas públicas; a obra é dividida em nove capítulos, trazendo casos de empresas renomadas, e contextualiza a problemática por meio de exemplos retirados do meio.

O livro trata do desafio de tornar o aprendizado intrinsecamente motivador para o estudante. E levanta algumas questões inquietantes, como, por exemplo: Por que as escolas resistem às melhorias ? Será que as escolas não possuem número de computadores suficientes em sala de aula? Será que o modelo de ensino dos EUA está ultrapassado? Como fazer para atender a demanda das múltiplas inteligências e seus diferentes modos de aprendizagem em uma sala de aula? O que fazer para realizar uma inovação de ruptura nas escolas públicas nos Estados Unidos?

E você leitor ? Acredita que o modelo de ensino brasileiro está ultrapassado ? Que precisa de uma reformulação nos seus currículos, processos e testes para assim haver uma grande inovação no seu modelo atual de ensino ? Dê sua opinião!  Participe!

Esta e outras questões serão abordadas na Conferência BAWB Global Forum nos dias 29 a 31 de agosto. Não perca esta oportunidade de dialogar sobre este importante tema da educação. Contaremos com grandes ícones como Humberto Maturana, Maria Cândida Moraes e muitos outros. 

Saiba mais sobre  Inovação na sala de aula.

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Design thinking – Palestra de Luis Arnal

Palestra sobre Design Thinking e Inovação com Luis Arnal CEO da Insitum.

Luis fala sobre a experiência adquirida nos mais de 500 projetos de inovação centrada no usuário desenvolvidos pela insitum em todas as américas e nos mais diversos segmentos.

Além disso apresenta as principais características necessárias para ser um profissional desta nova área chamada inovação e demonstra que  não é necessário ser um designer para ser um “design thinker”, e sim é preciso um olhar antropológico para atingir este objetivo.

Fonte: Denise Eler / Vimeo

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Cenários Futuros – Meio Ambiente, Economia e Sustentabilidade

Este  vídeo da  série Cenários Futuros: Meio Ambiente, Economia e Sustentabilidade  discute os desafios do século 21 a partir do depoimento de especialistas de várias áreas.

O documentário visa problematizar certos fatos que são determinantes para nossa vida social, econômica e ambiental. Mudanças climáticas, suprimentos de água e energia são temas cruciais para nosso futuro, visto que graves acontecimentos – períodos longos de seca ou volume excessivo de chuva, por exemplo – podem afetar nosso cotidiano. A exploração sustentável de nossos recursos depende em grande parte de políticas públicas, as quais estão atreladas a decisões que ultrapassam o âmbito nacional e englobam relações de força entre economias ricas e emergentes.

Fonte: Cenários Futuros / Cinematrogáfica Pampeana

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Estudo acompanha o progresso da Responsabilidade Social Empresarial na América Latina

Como foi o progresso do movimento de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) na América Latina? Quais foram os marcos que definiram esse caminho nos últimos 30 anos? E quais as organizações se destacaram na mobilização das empresas para a adoção de práticas sociamente responsáveis?

Estas são apenas algumas das questões respondidas pelo estudo recem lançado pela Fundação Avina: “Em busca da sustentabilidade. O Caminho da Responsabilidade Social Empresarial na América Latina da Fundação Avina”. O levantamento detalha a visão dos principais atores do movimento na região e os novos desafios que ele enfrenta, como ampliar os impactos positivos sociais e ambientais dos negócios.

“É um registro do caminho percorrido, mais uma contribuição para a aprendizagem da nossa região e, principalmente, um chamado para unir esforços para definir estratégias para o futuro. O estudo representa um levantamento e uma sistematização de dados, uma análise de publicações, e a realização de 76 entrevistas a pessoas-chave da temática dentro do cenário regional”, apresenta o fundador da Avina, Stephan Schmidheiny.

Segundo a publicação, o conceito de RSE avança, no que se refere à expansão, aprofundamento e segmentação, para diversos setores empresariais, mediante várias plataformas de difusão e debate: cada país cada conta com jornadas nacionais, encontros, oficinas e/ou conferências, prêmios, reconhecimentos e índices de RSE. Com igual ênfase existem indicadores nacionais, regionais, manuais de primeiros passos e outras ferramentas de implementação.

No entanto o conceito está instalado principalmente enunciativamente e a oferta da oferta é superior à demanda, como explicam os especialistas consultados para este estudo. Ainda não existe uma implementação massiva nem se observa uma transformação geral na gestão empresarial, salvo casos isolados de empre sas que lideram a temática.

De acordo com Eduardo Rotela, Responsável pelo tema de RSE na AVINA, “o documento também analisa mais de uma década de envolvimento da AVINA no desenvolvimento da RSE na região. Desde a sua fundação, a AVINA tem promovido abordagens inovadoras que levaram a novas normas sociais e econômicas, tais como envolver o sector privado em projetos de sustentabilidade local e global”.

O estudo foi conduzido sob a direção do Mercedes Korin, especialista em responsabilidade social na região, e foi desenvolvido com a colaboração de muitos dos principais atores da RSE, da sociedade civil, e do setor empresarial, quem trabalharam ao lado da AVINA por muitos anos, promovendo uma cultura de RSE na América Latina.

A Fundação AVINA tem trabalhado para o desenvolvimento sustentável na América Latina por 16 anos, incentivando alianças entre os líderes nos setores social e de negócios, em parceria com outras in stituições nacionais e internacionais.

Baixe o livro em www.avinarse.org

Fonte: Avina

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Como criar uma cultura de inovação na sua empresa

Estimular o trabalho coletivamente e tolerar erros fazem parte do processo de inovação

São Paulo – O americano Thomas Edison, um dos maiores inventores de todos os tempos, levou anos e mais de mil tentativas para chegar à sua maior inovação, a lâmpada. Entre erros e acertos, Edison é um exemplo de como as empresas – inclusive a que ele ajudou a fundar, a GE– agem quando o assunto é inovação. “Não ter medo de errar é essencial para desenvolver a inovação. Afinal, ideias novas preveem um risco e as pessoas precisam acreditar nisso”, diz Paulo Sérgio Quartiermeister, diretor do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM.

A exemplo de gigantes como Apple, Google e Microsoft, eleitas as mais inovadoras pelo Boston Consulting Group, as pequenas e médias empresas também podem desenvolver uma cultura de inovação no ambiente de trabalho que vai ajudar o negócio a se consolidar e crescer de maneira inovadora. “As PMEs já têm algo a favor para desenvolver uma cultura de inovação: o ambiente informal”, opina Henrique Barros, professor de gestão da inovação do Insper.

Mesmo assim, não basta desenvolver a equipe se o propietário do negócio não tiver faro para mudar e fazer coisas novas. “A cultura de inovação de uma empresa pequena tem muito a ver com o dono”, explica Evandro Paes dos Reis, professor de empreendedorismo e inovação da Business School São Paulo (BSP). “É um processo que não tem começo, meio e fim. As empresas realmente inovadoras tratam inovação como fonte de vantagem competitiva a longo prazo”, acrescenta Quartiermeister.

Confira a seguir seis dicas dos especialistas para desenvolver uma cultura de inovação na sua empresa.

Não confunda inovação e novidade

Implantar uma coisa nova na empresa não significa que ela seja inovadora. “Inovação é diferente de novidade. As pequenas empresas têm muita sede de buscar coisas novas. Inovação é fruto de processos e nessas empresas eles nem sempre estão bem definidos”, define Reis. Para não confundir, lembre-se que inovação parte do princípio de que existe um objetivo a ser alcançado. Para isso, existe um cronograma e pontos de checagem, que definem a direção e a velocidade certas para chegar ao resultado esperado.

Tenha um “diretor de fracasso”

Saber tolerar e lidar com erros é fundamental. Como Thomas Edison já comprovou, a inovação não é resultado de uma tentativa única. “O erro faz parte do processo de inovação. Tolere-o porque testar algo novo não pode ser penalizado”, diz Barros. É claro que nem todos os erros podem servir de aprendizado. “Para a empresa menor, o risco pode significar a vida. A menor perda é a primeira e mais do que coragem para começar, é preciso saber a hora de parar”, opina Reis.

Estimule a coletividade

Um ambiente de trabalho informal, claro e alegre é ponto positivo para que as pessoas se sintam estimuladas a inovar. “Você percebe no ambiente físico quando a empresa é inovadora. As pessoas trocam ideias e não tem medo de arriscar. A rotina precisa ter inovação”, defende Quartiermeister. “Dê incentivos para as pessoas trabalharem coletivamente. Instigue novas formas de inovação, como mexer em processos e na forma como as coisas são realizadas”, sugere Barros, do Insper.

Saiba escutar

Quando o dono da empresa é também quem controla as decisões do negócio, pode ser difícil conseguir inovar. Por isso, mesmo com uma rotina cheia de compromissos, o empreendedor precisar dar espaço para a colaboração externa. “Trocar ideias é essencial. A inovação não acontece de forma individual, precisa de um terreno fértil para brotar e as pessoas precisam estar envolvidas nisso”, explica Quartiermeister. “Tenha humildade de escutar. Uma grande empresa cria mecanismos para dar voz, e a pequena, não”, diz Reis.

Tenha métricas de inovação

Mais do que seguir todas essas dicas, é preciso saber medir como isso afeta, de fato, o seu negócio. “Olhe os resultados da empresa em termos de inovação. É importante medir o que sua empresa consegue por causa da inovação. Saiba qual a porcentagem das vendas vem de produtos lançados nos últimos três ou cinco anos e envolva a empresa inteira nisso”, ensina o diretor da ESPM.

Além de estar no DNA do empreendedor, a inovação precisa estar em todo canto da empresa. “Basicamente, o líder precisa ser inovador e passar esse exemplo”, explica o professor da BSP. Para o diretor da ESPM, até o site da empresa precisa transbordar inovação. “Se não houver sinais de produtos e serviços inovadores, a empresa ainda não está 100% preparada para inovar”, explica.

Fonte: Exame

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Fábio Barbosa – Reforma de Valores: como é importante o que você faz no dia-a-dia

“O que você faz no dia-a-dia? Isso está agregando valor? Está fazendo alguma coisa que está, de fato, construindo um país melhor?”. Essas são perguntas que o presidente do Grupo Santander Brasil, Fábio Barbosa, faz ao público durante sua apresentação no TEDx SP. Para o executivo, questionar os valores e atitudes, tanto das empresas quanto dos cidadãos, é fundamental para construir uma sociedade melhor.

Presidente de uma das maiores empresas do país, ele comenta como é necessário cultivar um sentimento de responsabilidade coletiva e dimensão dos impactos que todos podem causar ao meio ambiente, economia e sociedade.

Fonte: EcoDesenvolvimento
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